sábado, 19 de novembro de 2011

Os benefícios da incorporação imobiliária!

Muito se fala atualmente no chamado “boom imobiliário”  representado pela avalanche de compradores ávidos por realizar o sonho da casa própria. Este fenômeno já ocorreu em outros países e agora chegou a vez do Brasil proporcionar facilidade de crédito, juros baixos, programas habitacionais e aquecer o mercado através de lançamentos que proporcionem a todas as classes o acesso à primeira moradia própria. Diferente do que ocorre na Europa e nos Estados Unidos, o Brasil atravessa um momento de crescimento, um cenário interno favorável e crescente demanda. O que se espera é que as previsões do governo, da Caixa Econômica e dos demais bancos superem a premissa de que em 2015 o Brasil poderá estar com uma relação Crédito Imobiliário/PIB de 10%, conforme citou recentemente Marcus Vinicius de Oliveira Neto, diretor da Consul Patrimonial, uma das maiores empresas de consultoria patrimonial do país.
Apesar do ambiente favorável, não podemos esquecer de mencionar os fatores negativos como a burocracia representada pelas inúmeras fórmulas, excesso de documentação e  planos de pagamentos, além de lançamentos e mais lançamentos de condomínios, as reclamações nos PROCONs, o atraso na entrega de obras,  dentre outros, que comprometem a credibilidade das ações.
Acompanhamos o frenético movimento capitaneado pelo Governo Federal, com o programa Minha Casa – Minha Vida, estimulando a aquisição da moradia própria. Isto pode ser feito seja individualmente ou coletivamente. No coletivo, isto se concretiza através dos Planos Associativos, o Consórcio de Imóveis, o financiamento habitacional, e ainda o chamado consorcio de investidores ou “funding”-  pequenos investidores se consorciam para contratar uma construtora e edificar um empreendimento imobiliário visando a moradia, ou mesmo como investimento,  criando imóveis para locação, ou para lança-los no mercado de venda de imóveis prontos e acabados.
Todas estas formas de alavancagem de negócios imobiliários são muito salutares. Porém, é necessário tomar precauções, analisando todos os detalhes, desde os parceiros, o estudo de viabilidade econômica, os arquitetos, os construtores, consultores imobiliários, advogados, enfim, todos os profissionais envolvidos, buscando concretizar um investimento seguro e valorização garantida.
Imóveis na planta
Ressaltemos aqui a importância dos investimentos imobiliários lançados no chamado “Imóveis na Planta”, que podem ser elaborados de 02 (duas) maneiras mais conhecidas:
- A primeira quando uma construtora compra o terreno, desenvolve o projeto e busca sua aprovação junto aos Órgãos Públicos, o registro de incorporação, e durante a construção do empreendimento, vendem as unidades com o compromisso de entrega-las prontas e acabadas com a documentação rigorosamente em dia para a outorga da escritura aos compradores finais. Nesta opção,  o risco todo é do empreendedor, por isso as unidades sempre são comercializadas com valores maiores, no chamado preço fechado, onde o lucro médio que as construtoras especializadas visam é de 35% a 50% do custo médio das unidades.
- A segunda, muito utilizada, visa à contratação de uma construtora para a definição de um projeto, unindo as forças em um consórcio, conforme mencionado acima, buscando as vendas das unidades ou frações ideais, antes da construção do empreendimento. Nesta opção, o grupo de consorciados define com a construtora a taxa de administração da obra calculada sobre os materiais e mão de obra utilizados, resultando em uma redução sensível nos custos e retorno muito maior aos investidores. Desta forma, no chamado preço de custo, são os investidores  que recebem todos os lucros entre a diferença de custo e o valor de mercado. Neste sentido, o investimento em imóveis na planta tem mais vantagens, pois além da valorização do imóvel durante o processo de construção, é possível ainda, planejar melhor a forma de pagamento, principalmente se o financiamento for feito direto com a construtora. Cabe observar ainda que nesta escolha existem alguns riscos que podem e devem ser minimizados, com a busca segura de uma construtora com credibilidade no mercado e profissionais reconhecidos, analisando-se a tradição e o portfólio da mesma, bem como a empresa contratada para comercialização das unidades que deverá ter também projeção de mercado e reconhecimento em sua área de atuação. Com estes cuidados, tem-se maior possibilidade de obtenção de lucros e da realização de um bom negócio. Nunca é demais ressaltar que estes cuidados devem ser tomados em qualquer das opções utilizadas pelos investidores.
Finalizando, o investimento em imóveis é sempre uma excelente opção, pois proporciona renda mensal e valorização real.
Um Feliz Natal e um Ano Novo de grandes realizações a diretoria e a todos os leitores do Data.






 ALINE MATTOS é consultora imobiliária, CRECI – MGF 16755, e atua, em Poços de Caldas, MG, na Mattos Consultoria de Imóveis. http://www.imoveisnaplanta.imb.br/

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

O mundo precisa de Espiritualidade!


Vi uma entrevista muito interessante, publicada numa revista brasileira, do cantor Bono Vox do grupo U2 e do seu guitarrista “Edge”, se posicionando como grupo a beira da “insignificância” cultural. Ao ser questionado pelo entrevistador sobre a importância do grupo U2 no panorama internacional, Bono Vox respondeu que não saberia se no futuro próximo teria lugar para bandas assim comprometidas com o social e a questão ambiental e citou algo que me encontra plenamente de acordo com ele: “O problema do mundo não é econômico, mas espiritual. Precisa lutar contra o egoísmo e a ambição que estão destruindo os EUA e a Europa”.

Concordei com essa frase do Bono e foi me perguntando o que seria para ele o sentido da palavra “espiritual”. A sua resposta me fez pensar sobre o problema espiritual do mundo e pensei importante comentar sobre isso.

O mundo precisa de mais espiritualidade. Muitas empresas internacionais já trabalham com isso. Muitos executivos procuram cursos de espiritualidade. O sucesso do livro “O Monge e o executivo” de James C. Hunter, com subtítulo, “Uma história sobre a essência da liderança”, sugere esta necessidade de espiritualidade nas relações de liderança. Na contra capa se lê : “È impossível ler este livro sem sair transformado. O monge e o executivo è, sobretudo, uma lição sobre como se tornar uma pessoa melhor”. Este trabalho de melhorar a si mesmo, tem muito a ver com espiritualidade.

Quando perguntaram ao Dalai Lama qual seria a melhor religião na visão dele, ele respondeu : “A melhor religião é aquela que te faz melhor como pessoa”

Portanto espiritualidade tem a ver com esse esforço incansável, essa busca constante e decidida de encontrar o melhor de nós e agir de conseqüência. Enganam-se as pessoas que pensam que a espiritualidade possa ser funcional ao mercado e a melhores resultados econômicos. A espiritualidade não é um método de trabalho. A busca da espiritualidade é um jeito de ser. A esse respeito, veja as lúcidas palavras do Leonardo Boff: “A espiritualidade vive da gratuidade e da disponibilidade, vive da capacidade de enternecimento e de compaixão, vive da honradez em face da realidade e da escuta da mensagem que vem permanentemente desta realidade. Quebra a relação de posse das coisas para estabelecer uma relação de comunhão com as coisas. Mais do que usar, contempla.”

Realmente este mundo e seus habitantes faltam de espiritualidade. Como dizia Bono Vox,  a ambição e o egoísmo são o contrário da espiritualidade e levam o ser humano a ser da pior forma possível. O desejo desenfreado de posse e de poder desenvolvem no ser humano atitudes altamente nocivas ao bem comum: se destrói o meio ambiente, se geram todos os tipo de violência, de desigualdade, de corrupção.

Ao contrário a busca da espiritualidade nos da uma visão da terra como a da casa de todos e não de poucos. Nos coloca numa atitude de comunhão com as pessoas e as coisas e nos ajuda a fugir do desejo de posse.

Nesta busca sincera e constante o ser humano se encontra consigo mesmo e com Deus. Quando atingimos o mais íntimos de nós, descobrimos Deus, descobrimos seu plano de amor. Quando atingimos bons níveis de gratuidade e disponibilidade nos sentimos abraçados por Deus e “instrumentos” de um plano de amor que supera nosso cálculos mesquinhos e egoístas.

A busca da espiritualidade nos leva a sentir cada vez mais o desejo de Deus , da sua presença na nossa vida e no destino da humanidade como um todo. Torna-nos pessoas religiosas, isto é re-ligadas com Deus, com o mundo e o nosso próprio ser.

Ao contrario da espiritualidade, o materialismo, vive da posse e do uso instrumental de tudo e de todos. Apaga o desejo de Deus, e com isso o desejo do bem comum e de ser pessoas melhores e autenticas; apaga também as perguntas sobre o sentido do mundo e da vida e nos faz sentir sem nenhuma integração com o resto da humanidade.




PADRE GRAZIANO CIRINA  - É fundador da Paróquia do Sagrado Coração de Jesus, em Poços de Caldas, Minas Gerais, onde atua até esta data. De 1996 ao ano de 2000, Padre Cirina foi coordenador pastoral do setor da mesma cidade.